segunda-feira, 14 de setembro de 2015

ESPECIAL RAY BRADBURY (1920-2012)



O legendário escritor de ficção científica e fantasia Ray Bradbury, morreu em 5 de junho de 2012, aos 91 anos, em Los Angeles, de causa não revelada. É um dos poucos escritores de ficção científica conhecido e respeitado no Brasil para além dos leitores do gênero, e esta condição é ainda mais acentuada em seu país, os Estados Unidos – e mundo afora –, onde Bradbury é distinguido como um autor que teria elevado à ficção científica a um patamar de maior prestígio literário. Como parte desta reputação, escreveu roteiros de filmes importantes e publicou contos e romances no chamado mainstream literário.
Raymond Douglas Bradbury nasceu em 22 de agosto de 1920, na pequena cidade de Waukegan, no estado de Illinois. Aproximou-se da FC&F ainda criança, vendo os filmes de horror da Universal, lendo os gibis de Buck Rogers e Flash Gordon, e lendo os livros de Edgar Rice Burroughs. Aos 13 anos muda com a família para Los Angeles, e em 1937 descobre a Los Angeles Science Fiction Society, e passa a integrar o fandom local. Conhece Forrest J. Ackerman, Hannes Bok, Edmond Hamilton, Ray Harryhausen, Robert A. Heinlein, Henri Kutner e muitos outros nomes que se tornaram luminares na história da ficção científica. Bradbury colaborou com vários fanzines, chegando a editar um, o Futuria Fantasia, com quatro edições em 1939. Neste mesmo ano esteve em Nova York na primeira convenção mundial de ficção cientítica.
Sua estreia como autor se dá com o conto “Pendulum”, na revista pulp Super Science Stories, em novembro de 1941. A partir de 1943 ele se torna um escritor em tempo integral, aumentando muito a quantidade de histórias publicadas durante os anos 1940, primeiro nas pulp magazines, e logo a seguir nas chamadas slicks magazines, devido à repercussão positiva de suas histórias junto a críticos do mainstream.
O primeiro livro de Bradbury é Dark Carnival (1947), uma coletânea de contos escritos entre 1943 e 1947. Na sequência aparece outra coletânea seminal, O Homem Ilustrado (The Illustrated Man, de 1951) – adaptada para o cinema em 1968, com o título nacional de Uma Sombra Passou Por Aqui.
A maior parte da produção literária de Bradbury é de contos, publicados especialmente em coletâneas nas décadas de 1950 a 1970. A maioria delas hoje clássicas como, Os Frutos Dourados do Sol (The Golden Apples of the Sun, de 1953), O País de Outubro (The October Country, de 1955, uma versão expandida e revisada de Dark Carnival), Remédio para a Melancolia (A Medicine for Melancholy, de 1959), F de Foguete (R is for Rocket, de 1962), As Máquinas do Prazer (The Machineries of Joy, de 1964), E de Espaço (S is for Space, de 1966), The Vintage Bradbury (1965), A Cidade Perdida de Marte (I Sing the Body Electric!, de 1969), entre muitas outras que vieram depois.


Talvez nenhum autor dentro da FC&F, ou fora na segunda metade do século XX, tenha publicado tantos contos maravilhosos. Textos como, por exemplo, “A Sirene do Nevoeiro”, “O Pedestre”, “O Pequeno Assassino”, “Um Som de Trovão”, “Os Frutos Dourados do Sol”, “O Anão”, “O Próximo da Fila”, “O Lago” –, “A Segadeira”, “A Cisterna”, “A Morte Maravilhosa de Dudley Stone”, “O Homem Ilustrado”, “As Máquinas do Prazer”, “Tirannosaurus Rex”, e tantos outros. Neles notamos de forma clara outra das características marcantes do autor, o seu trânsito livre entre as fronteiras da ficção científica, da fantasia e do horror. Bradbury dizia que escrevia uma “fantasia científica”, mas podemos afirmar tanto quanto que ele se notabilizava por textos de “fantasia sombria”, em que, ocorria uma mistura peculiar entre o lirismo, o fantástico, o horror e o humor.
As décadas de 1950 e 1960 são as principais do autor, não só pelos contos mas também por obras mais longas igualmente notáveis, a começar pelo romance fix-up As Crônicas Marcianas (The Martian Chronicles, de 1950), que conta a história da expansão humana a Marte, menos para celebrá-la, e mais para denunciá-la como uma violência expansionista e colonizadora do Homem aos marcianos, que no início lutam iludindo os invasores, mas depois acabam derrotados e quase extintos. Não deixa de evocar a própria trajetória colonizadora europeia frente a culturas nativas como, aliás, aconteceu nos Estados Unidos. Mas o romance aborda este enredo principal através de histórias particulares daqueles que se aventuram num novo mundo, no qual o medo, a angústia e a excitação pelo desconhecido se misturam de forma admirável.
Pouco depois surgiu um dos seus poucos romances autênticos, o distópico Fahrenheit 451 (1953). Num mundo governado de forma autoritária, e em que o individualismo é incentivado como postura de vida, pensar não é recomendável. Desejam-se consumidores e não cidadãos. Assim, os livros passam a ser proibidos. Se encontrados devem ser queimados. A ironia é que Montag, um dos bombeiros responsáveis pela queima dos livros é, na verdade, apaixonado por eles. Fahrenheit 451 – a melhor temperatura para queimar os livros – denuncia o conformismo e individualismo exacerbado, nos alertando que uma sociedade que pouco valoriza o pensamento crítico e a leitura está próxima da censura e do autoritarismo. Há evidentes paralelos com o clássico 1984, de George Orwell, mas a verve de Bradbury opta por uma crítica endereçada a um dos aspectos possíveis de uma ditadura – a censura –, e não a ela como uma construção ideológica total, como no livro de Orwell. Fahrenheit 451 ganhou uma boa adaptação cinematográfica dirigida pelo francês François Truffaut, em 1966.


A partir dos anos 1970 Bradbury escreve menos FC&F, ao enveredar por histórias de suspense, mistério e algum realismo, de tom mais autobiográfico, além de poesias e peças de teatro. Toda esta diversificação não surpreende se notarmos que desde os anos 1950 Bradbury também escreveu roteiros para filmes, e pelo mais conhecido deles, a adaptação de Moby Dick (1956), dirigido por John Huston, recebeu uma indicação ao Oscar de melhor roteiro adaptado.  Entre os romances de mistério de prestígio incluem-se, A Morte é uma Transação Solitária (Death Is a Lonely Business, de 1985) e a sequência Um Cemitério para Lunáticos (A Graveyeard for Lunatics, 1990).
Na televisão, Bradbury escreveu para a clássica Além da Imaginação (Twilight Zone, 1959-1964), de Rod Serling, adaptando algumas de suas histórias. Já nos anos 1950 várias de suas histórias foram adaptadas para seriados como, por exemplo, Tales of Tomorrow, Lights Out, Out There, Suspense, Alfred Hitchcock Presents, e outros. Entre 1985 e 1992 foi homenageado com o nome da série Ray Bradbury Theater, em que colaborou com vários episódios. Além disso, seu clássico As Crônicas Marcianas foi adapatado como uma minissérie de três episódios, em 1980.
Em termos de premiações, Bradbury recebeu um prêmio pelo conjunto da obra, da World Fantasy Award, em 1977; foi eleito Grande Mestre Nebula, em 1989; recebeu um prêmio Bram Stoker pelo conjunto da obra, em 1989; uma premiação Grande Mestre do Horror, em 1999; recebeu a Medalha Nacional das Artes, em 2004, e uma citação especial do Prêmio Pulitzer “por sua prestigiosa, prolífica e profundamente influente carreira como autor de ficção científica e fantasia”, em 2007. Sua coletânea O Homem Ilustrado, vence o International Fantasy Award, em 1951 e seu romance Fahrenheit 451 leva o Retro-Hugo de 1953 (concedido em 2003). Já em  2010 a Science Fiction and Fantasy Writers of America (SFWA) – do qual ele foi presidente entre 1951-1953 –, cria a categoria “Prêmio Ray Bradbury”, no interior do prêmio Nebula, para a distinção do melhor roteiro do ano.
Bradbury deixa quatro filhas e oito netos. Sua esposa, Marguerite, morreu em 2003, após 57 anos de casamento.

Análise
Surgido no fim dos anos 1930 no cenário literário norte-americano, é curioso notar como Bradbury se diferenciou de outros autores do período conhecido como a Golden Age da FC. Menos pelos temas que tratava, mas sim pela maneira como os abordava e a forma como escrevia. Isso porque a maioria dos autores de FC da época, que publicavam nas chamadas pulp magazines, tais como Amazing Stories e Astounding Science Fiction, escrevia histórias com ousados exercícios especulativos que não escondiam – na maior parte das vezes – um otimismo quase determinista pela conquista do mundo pelo avanço científico. Além disso, a maioria tinha uma prosa simples, rápida e utilitária, para não dizer pobre do ponto de vista literário.
Além de Bradbury, outro autor com estilo semelhante foi Theodore Sturgeon (1915-1985), humanista de primeira linha. Ambos não compartilhavam deste otimismo que contagiava outros, e escreviam com uma habilidade e sensibilidade poética incomuns. Mas principalmente em Bradbury estas duas características foram marcantes e ajudam a entender porque ele era tão respeitado, tanto pelos leitores de FC&F, como do chamado mainstream literário. O mundo e a vida eram um palco privilegiado para a sua imaginação intimista e ao mesmo tempo crítica da sociedade e das contradições da natureza humana.
Bradbury dizia mesmo que um dos aspectos mais relevantes da ficção científica não era referendar uma visão cientificista e individualista do futuro, mas sim prevenir para que isso não acontecesse, numa espécie de alerta para evitar pesadelos futuros. É bom lembrar que Bradbury, nascido em 1922, viveu a infância na pobreza da Grande Depressão dos anos 1930 e adolescente viveu os horrores da Segunda Guerra Mundial. Ora, mas podemos argumentar que contemporâneos seus também como, por exemplo, Isaac Asimov (1920-1992) e A.E. Van Vogt (1912-2000). Mas digamos que o menino que nasceu numa pequena cidade do interior, teve uma sensibilidade precoce e particular para aspectos ao mesmo tempo lúdicos e críticos da vida.
Nesse sentido podemos afirmar que Bradbury encontrou a sua voz e autenticidade como escritor, menos nos gêneros que aborda, ou no seu estilo absurdamente lírico e poético, mas em sua infância: nos dinossauros, monstros ou seres imaginários, no circo – a quem dedicou um romance fascinante e perturbador: Algo Sinistro Vem Por Aí (Something Wicked this Way Comes, de 1962) –, na viagem a Marte que ninguém melhor do que ele retratou em termos criativos, e tantos outros sonhos vividos e nunca abandonados em sua vida adulta, dedicada à literatura.
Isso quer dizer também que parte importante da compreensão de porque ele se tornou um autor extremamente talentoso passa pela ideia que ele tinha do ofício literário. No seu livro de ensaios O Zen e a Arte da Escrita (Zen in the Arte of Writing, de 1990), ele afirma que para escrever bem é preciso escrever sempre; é preciso ler com regularidade – e de tudo. Mas, antes de mais nada, é preciso gostar do que se faz, escrever pelo prazer estimulado por uma espécie de necessidade de expor ao mundo uma visão, uma ansiedade interior. Há alguns anos tenho cobrado dos autores brasileiros de ficção científica o que chamo de "inquietação existencial", ausente em boa parte deles. É o mesmo que Bradbury defende – de uma forma mais convincente e encantadora, é claro –, para um autor se diferenciar dos demais, expor o seu eu particular de enxergar o mundo. Não necessariamente melhor em termos literários, mas com uma singularidade íntima só sua, o que lhe pode garantir uma expressão mais original, mesmo que seja em uma história de tema comum.
Mesmo nos primeiros anos de sua carreira já é possível perceber esta busca por uma voz interior que aliada ao seu talento criativo o coloca numa posição de relevo no cenário literário norte-americano e mundial, para além do ambiente quase sempre incompreendido da FC&F. Pois os próprios fãs destes gêneros nunca se incomodaram com esta prosa tão elegante, refinada e surpreendente, ao abordar temas caros ao gênero de uma forma inusitada, crítica e sobretudo poética.

Influência no Brasil
Se no plano internacional Bradbury tornou-se uma figura icônica, em nosso país ele é carinhosamente referido pelos fãs como o “B” da ficção científica. O “ABC” do gênero, onde o “C”, pertence ao inglês Arthur C. Clarke (1917-2008) e o “A”, ao russo-americano Isaac Asimov (1920-1992). Embora Clarke e Asimov tenham sido nas décadas de 1970 e 1980 os dois best-sellers da FC no Brasil é Bradbury, seguramente, o autor estrangeiro que mais influência exerceu na ficção científica brasileira.
Curioso notar que tal penetração entre os escritores brasileiros do gênero ocorreu na década de 1960. Pois eram os tempos da corrida espacial e o grande entusiasmo que gerou nos mais diferentes ramos da sociedade, em todo o mundo. Pois os escritores brasileiros, abrigados nas coleções regulares de FC da época, a carioca GRD (principalmente) e a paulista Edart, publicaram várias histórias com um tom humanista, refratário ao avanço científico-tecnológico, e com uma prosa mais subjetiva e quase poética.
Podem-se apontar duas razões para isso. Uma pela crítica de uma modernização tecnicista e industrializada, que estaria modificando drasticamente a vida dos brasileiros sem, necessariamente, resolver seus problemas sociais e políticos. Ou seja: a industrialização e o conhecimento científico recolorariam em novos termos a temática e a prática da colonização dos países do Primeiro Mundo aos do Terceiro. A outra, de uma prosa mais poética, pela tradição literária dos autores que escreveram FC naquela época, pois a grande maioria deles não tinha afinidade com o gênero, mas foram convidados a escrever e por isso tinham uma bagagem literária mais elaborada. Mas mais que isso: por vezes referidas direta ou indiretamente a Ray Bradbury. Como exemplos podemos citar principalmente Rubens Teixeira Scavone (1925-2007), em vários dos contos presentes sem coletâneas como Diálogo dos Mundos (1961) e Passagem para Júpiter (1971). Também em autores como Fausto Cunha (1923-2004), Dinah Silveira de Queiroz (1911-1982) e André Carneiro percebe-se, de forma recorrente, uma influência mais poética e, sobretudo, humanista. Estas características tão próprias de Ray Bradbury nos permitem afirmar que a Primeira Onda da FC brasileira, também chamada “Geração GRD”, foi neo-bradburyana.
A partir dos anos 1980, com o surgimento da Segunda Onda da FC brasileira ao menos um autor, e de forma abertamente imitativa, tentou seguir os passos de Bradbury. Trata-se de Roberto Schima, um dos autores mais prolíficos dos anos 1980 e 1990, que escreveu diversos contos de inspiração poética e humanista. Numa visão retrospectiva percebe-se que alguns deles não passaram de pastiche, mas há textos que evocam os temas e a poesia de Bradbury com mérito próprio como, por exemplo, em “Como a Neve de Maio” (1992), “Os Fantasmas de Vênus” (1993) e “Ao Encontro do Sonho” (1993). Este último é um conto homenagem a Bradbury, com uma inspiração lírica e nostálgica que provavelmente agradaria o mestre. Observe-se também que Schima foi um dos autores mais premiados e populares do fandom e estas três histórias, inclusive, foram premiadas. Isso mostra que agrada ao brasileiro em particular, seja fã ou não de FC, o estilo de poesia em prosa do autor e sua imaginação de tons humanistas.
Se estas características foram tão marcantes em Bradbury a ponto de ser criado o neologismo “bradburiano” para histórias semelhantes, uma distinção de característica quase tão marcante pode ser encontrado com outros dois gigantes do gênero, os “A” e “C” do trio acima referido. Nesse sentido, grosso modo, vemos que Asimov notabilizou-se por uma prosa mais objetiva e com uma exploração mais racionalizadora de temas, embora não destituída de crítica social, a especular sobre avanço da ciência e tecnologia e os impactos (nem sempre positivos) que traz ao Homem. Quanto a Clarke, ele foi um líder intelectual que inspirou gerações de fãs e cientistas na defesa da exploração do espaço e dos avanços tecnológicos. Mas contextualizou este otimismo com uma visão mais desapegada em termos materiais, relacionando-a de forma transcendente com um possível destino cósmico para a humanidade.
Se é triste que uma pessoa do talento e singularidade artística de Ray Bradbury tenha morrido, ao menos podemos nos consolar com as palavras do escritor de FC norte-americano Kim Stanley Robinson, quando disse que tivemos sorte de pertencer ao mesmo período histórico em que ele viveu e desfrutar de sua obra magnífica. Um legado que fica para as gerações vindouras, como um verdadeiro tesouro do que de melhor produziu a literatura de FC&F no século XX.

por Marcello Simão Branco


Bibliografia:

A seguir temos uma relação dos livros de ficção científica e fantasia de Ray Bradbury publicados no Brasil e em Portugal.

A Árvore Sagrada (The Halloween Tree, 1972). Coleção Argonauta 224. Romance.
Algo Sinistro Vem Por Aí (Something Wicked this Way Comes, 1962). Editora Bertrand Brasil, 2006. Romance.
A Bruxa de Abril e Outros Contos (The April Witch, The Fog Horn, The Veldt, The Other Foot). Edições SM, Coleção Barco a Vapor, 2004. Contos.
A Cidade Inteira Dorme e Outros Contos Breves (Bradbury Stories, 2003). Editora Globo, 2008.
Cemitério de Lunáticos, volumes 1 e 2 (A Graveyeard for Lunatics, 1990). Coleção Argonauta 417 e 418. Romance.
Um Cemitério para Lunáticos (A Graveyeard for Lunatics, 1990). Editora Best Seller, 1991. Romance.
A Cidade Fantástica (Dandelion Wine, 1957). Coleção Argonauta 108 e Editorial Caminho 37. Romance.
O Licor de Dente-de-Leão (Dandelion Wine). Editora Bertrand Brasil, 2012. Romance.
O Vinho da Alegria (Dandelion Wine, 1957). Editora Best Seller, 1988. Romance.
A Cidade Perdida de Marte (I Sing the Body Electric!, 1969). Editora Hemus. Contos.
A Última Cidade de Marte (I Sing the Body Electric!, 1969). Coleção Argonauta 260. Contos.
As Vozes de Marte (I Sing the Body Electric!, 1969). Coleção Argonauta 254. Contos.
Contos de Dinossauros (Dinosaur Tales, 1984). Editora Artes e Ofícios, 1993. Contos.
As Crônicas Marcianas (The Martian Chronicles, 1950). Editorial Caminho 15, 1985; Círculo do Livro, 1982; Editora Francisco Alves, Coleção Mundos da FC 16, 1980; Editora Globo, 2005. Romance fix-up.
O Mundo Marciano (The Martian Chronicles, 1950). Coleção Argonauta 6. Romance fix-up.
E de Espaço (S is for Space, 1966). Editora Hemus. Contos.
Uma Estranha Família: Lembranças de um Lugar do Passado (From the Dust Returned: A Family Remembrance, 2001). Ediouro, 2002. Romance.
F de Foguete (R is for Rocket, 1962). Editora Hemus. Contos.
Fahrenheit 451 (Fahrenheit 451, 1953). Editora Melhoramentos, 1985; Círculo do Livro; Coleção Argonauta 33; editora Livros do Brasil 10; Editora Globo, 2009. Romance.
Os Frutos Dourados do Sol (The Golden Apples of the Sun, 1953). Editora Francisco Alves, Coleção Mundos da FC 13, 1979; Círculo do Livro, 1982; Coleção Argonauta 55. Contos.
As Maçãs Douradas do Sol (The Golden Apples of the Sun, 1953). Editorial Caminho 93, 1989. Contos.
O Abismo de Chicago (The Machineries of Joy, 1964). Coleção Argonauta 97. Contos.
As Máquinas da Alegria (The Machineries of Joy, 1964). Coleção Argonauta 93. Contos.
As Máquinas do Prazer (The Machineries of Joy, 1964). Editora Francisco Alves, Coleção Mestres do Horror e da Fantasia, 1983. Contos.
Marte e a Mente do Homem: A Conquista de Marte e o Futuro do Mundo ( ), com Arthur C. Clarke. Editora Artenova Coleção Veja 7. Divulgação científica.
Morte é uma Transação Solitária (Death Is a Lonely Business, de 1985). Editora Best-Seller,
Muito Depois da Meia-Noite, volumes 1 e 2 (Long After Midnight, 1976). Coleção Argonauta 331 e 332. Contos.
Outros Contos do País de Outubro (The October Country, 1955). Edições GRD, Coleção Agora e Sempre 11, 1966. Contos.
O País de Outubro (The October Country, 1955). Editora Francisco Alves, Coleção Mestres do Horror e da Fantasia, 1981; Edições GRD, Coleção Agora e Sempre, 1966. Coleção Argonauta 246. Contos.
Às Portas da Fantasia: Dez Histórias Escolhidas de Ficção Científica (ver original), com Robert Bloch, organizado por Kurt Singer. Editora Expressão e Cultura. Contos.
Recordações do Futuro (The Illustrated Man, 1951). Edibolso, 1976. Contos.
Uma Sombra Passou por Aqui (The Illustrated Man, 1951). Editora Record. Contos.
Remédio para Melancolia (A Medicine for Melancholy, 1959). Editora Artenova, 1975, Coleção Best Sellers. Contos.
O Viajante do Tempo (The Toynbee Convector, 1988). Editora Best Seller, 1989. Contos.
O Zen e a Arte da Escrita (Zen in the Arte of Writing, de 1990). Editora Leya, 2011.

Adaptações de histórias em quadrinhos:

O Papa-Defuntos. Editora L&PM, 1990.
O Pequeno Assassino. Editora L&PM, 1991.

Nenhum comentário:

Postar um comentário