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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

The Hollow (EUA, 2015)


É uma pena que existam tantos filmes que desqualificam o tão fascinante cinema de horror, com roteiros exageradamente ruins, desfile de clichês, previsibilidade e um monstro criado por CGI tão patético que inevitavelmente arremessa o resultado final no limbo das produções que merecem ser esquecidas. É o caso da tranqueira “The Hollow” (2015), com direção do canadense Sheldon Wilson e história dele em parceria com Rick Suvalle. A dupla já havia trabalhado junto em outra porcaria similar, o anterior “Espantalho Assassino” (Scarecrow, 2013).
Três irmãs adolescentes, Sarah (Stephanie Hunt), Marley (Sarah Dugdale) e a caçula Emma (Alisha Newton) vão visitar sua tia Cora (Deborah Kara Unger) numa pequena cidade que fica numa ilha, na época do Halloween. Elas enfrentaram uma tragédia familiar com a morte dos pais num acidente de carro.  Porém, ao chegarem ao local, se deparam com um cenário deserto de mortes e mistérios envolvendo uma lenda de uma criatura sobrenatural da floresta, formada por fogo, ossos e terra, que está em busca de sangue e vingança.
“The Hollow” pode ser resumido rapidamente como uma história banal com ideia central já vista incontáveis vezes, sem absolutamente nada que já não tenha sido explorado à exaustão anteriormente, com os mesmo velhos e muitas vezes entediantes clichês do gênero. As três irmãs ficam o tempo todo correndo de um lado a outro, em encontros e desencontros, perseguições, tiroteios, gritarias e confrontos com um monstro de computação gráfica que não desperta qualquer interesse. Elas eventualmente encontram outros personagens tão patéticos quanto elas, que surgem apenas para serem vítimas da criatura. É o típico filme que nasceu para ser esquecido, premiando com isso a falta de criatividade e preguiça dos realizadores em tentar fazer algo melhor 
(Juvenatrix – 14/10/16)

domingo, 1 de novembro de 2015

Espantalho Assassino (Scarecrow, EUA / Canadá, 2013)


Mais um representante do cinema fantástico bagaceiro do início do século XXI, “Espantalho Assassino” é uma produção em parceria entre Canadá e Estados Unidos, feita para a televisão, e exibida regularmente no canal “SyFy”. A direção é de Sheldon Wilson, que tem o interessante “Terra Rasa” (Shallow Ground, 2004) no currículo.
O professor Aaron Harris (Robin Dunne) reúne um grupo de estudantes para cumprir uma tarefa punitiva, visitando uma antiga fazenda abandonada para recolher os restos de um espantalho num campo de milho, o qual seria reaproveitado para a realização de um tradicional festival de espantalhos numa pequena cidade. A fazenda é de propriedade da família de Kristen (Lacey Chabert), ex-namorada do professor, e é conhecida por histórias de assombração com uma lenda de um espantalho sobrenatural que se alimenta do sangue de suas vítimas. Quando o grupo de estudantes chega ao local, logo descobre que o horror é real e eles precisam lutar por suas vidas contra os ataques violentos de uma entidade maligna que habita as plantações.
A ideia básica do filme é um imenso clichê, pois os espantalhos já foram excessivamente explorados pelo cinema de horror, devido suas características típicas de criaturas assustadoras. Eles são confeccionados justamente com esse objetivo, impedir que animais, principalmente pássaros, destruam plantações nas fazendas. E no caso específico desse “Espantalho Assassino”, que apresenta um monstro não humano sedento de sangue, não há novidades, apenas mais do mesmo, numa história forçada e claramente manipulada para facilitar o trabalho preguiçoso do roteirista Rick Suvalle. O grupo de estudantes patéticos existe apenas e exclusivamente para servir de alimento para o espantalho sobrenatural.
São correrias, gritarias, perseguições e um desfile de futilidades que não agregam na tentativa dos realizadores em despertar a atenção do espectador. Além do uso exagerado de CGI vagabundo na concepção da criatura, tornando-a artificial demais e eliminando qualquer eventual carga dramática que existiria se fosse um espantalho interpretado por um ator de carne e osso fantasiado. 
Talvez as únicas coisas que possam se salvar e até divertir um pouco os menos exigentes, sejam as várias cenas sangrentas com mortes violentas repletas de feridas e escoriações profundas, com razoáveis doses de sangue escorrido. No mais, é apenas outro filme convencional dentro do tema e condenado ao esquecimento. Um filme com espantalhos assassinos que é bem mais interessante e recomendado é “A Maldição dos Espantalhos” (Scarecrows, 1988), que também é conhecido por aqui como “Espantalhos”, lançado em VHS, numa saudosa época sem a artificialidade da computação gráfica.
(Juvenatrix – 01/11/15)