segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

O Ditador Honesto

 


    O Ditador Honesto, Matheus Peleteiro. Capa: Tulio Carapia. 170 páginas. Salvador: Edição do autor, 2018.

 

    Num futuro muito próximo, neste ano de 2026, o Brasil elege para presidente da República Gutemberg Luz, do Partido Socialista Liberal (PSL) – alguma semelhança com a legenda que elegeu Bolsonaro em 2018? Idealista e cheio de boas intenções, de forma progressiva muda a face do país. Primeiro ao transformar o regime político de uma democracia para uma ditadura. Rasga a Constituição, enfraquece o Legislativo, corrompe o Judiciário, e ganha fortes aliados entre os militares. Com isso, põe em prática uma administração voltada à eficiência de resultados nos mais diferentes segmentos, principalmente nas áreas de Educação e Segurança Pública.

    A história do ditador honesto, ou como diriam os antigos, do déspota esclarecido, é narrada de forma retrospectiva por seu secretário, o jovem Antônio, que o havia conhecido por ser indicado por seu tio – e futuro aliado político – Rubens, para trabalhar no escritório de advocacia de Gutemberg Luz.

    Toda a trajetória ascendente e meteórica do novo líder da nação é apresentada em detalhes, principalmente do ponto de vista de como conseguiu entrar na política, concorrer ao cargo e governar o país. Contudo, toda esta engrenagem surge de maneira aparentemente fácil e tranquila, pois Gutemberg consegue tudo quase sem obstáculos e oposições. Além disso, o mesmo se dá com seus dois amigos, o já citado Rubens, um sociólogo e Juca, um publicitário. Pois ambos também adentram na vida política, em outros partidos, e facilmente obtém a chance de concorrerem por eles e se elegerem com grande apoio popular ao cargo de senadores.

    Este contexto favorável soa, para o mundo real da vida política e dos entrechoques institucionais, como inverossímil. Mas seria justificado, ao menos em algum plano de possibilidade, pela anomia da sociedade, desesperançada na mudança pela política e sem perspectivas de uma vida mais próspera e segura, em meio a um país tomado pela corrupção.

    Percebe-se, por essa via, então, um vácuo em que poderia surgir um líder forte, que com boa oratória e demagogia possibilitaria o renascimento do povo desiludido numa realidade que lhes recuperasse a energia e a confiança.

    Mesmo assim, me pareceu inverossímil. Contudo, talvez a história que Matheus Peleteiro pretende contar não é a do mundo político e social em si, mas de como seria possível o surgimento de um líder megalomaníaco, que com suas promessas fáceis seduzisse boa parte do eleitorado. Ora, é uma tradição histórica, que em momentos de crises graves, principalmente econômicas, se corre o risco de surgir alguém que promete um mundo melhor e revigorado da antiga injustiça e imoralidade. Assim, Gutemberg Luz seria um possível exemplo de como, eventualmente, surgiria em nosso país um populista que prometesse o melhor dos mundos a um povo desesperançado. E por estarem neste estado, passariam uma espécie de cheque em branco para o presidente fazer o que lhe aprouver para sanar as chagas do país.

    Na história brasileira já tivemos figuras semelhantes, e num passado bem recente, inclusive. Com o objetivo de construir um Brasil acima de tudo e com Deus acima de todos, atentou contra as instituições e a democracia, provocou indiretamente a morte de centenas de milhares de pessoas na pandemia do coronavírus e fez parte de duas tentativas malsucedidas de golpe de Estado.

    Em O Ditador Honesto, ocorre o oposto, ou seja, o presidente consegue subverter a democracia, torna-se um ditador, e que, à parte algumas resistências isoladas rapidamente reprimidas, torna-se um líder inconteste e popular. E, além de tudo, bem-sucedido no seu plano de governo, trazendo paz e prosperidade ao país.

    Mas o plano principal de desenvolvimento do romance ocorre no lado pessoal do ditador, pois, com o êxito de suas propostas, paradoxalmente, ele vai se tornando mais isolado e, com o tempo, desalmado. Isso porque, as pessoas passam a sofrer do tédio de uma sociedade em que a maioria dos grandes problemas foi resolvido. E, com isso, Gutemberg Luz – aliás, ele mesmo enfastiado com seu sucesso – vê seu cargo e vida em risco.

    Eu tive acesso a este livro publicado de forma independente através do próprio autor, e de saída na leitura me chamou a atenção a fluência e limpidez de seu texto, bem como os diálogos ágeis e inspirados. Mas em todas as mudanças que ocorrem na história, seja a política, seja a social, seja a dos humores pessoais, falta sobretudo drama e conflito. Pois no fundo a inverossimilhança da realidade política, também se dá no plano mais pessoal do ditador e de seu eleitorado. As mudanças acontecem em vários momentos, mas sem contraditório, sem perdas, sem suspense. E isso, no plano geral, do romance, o enfraquece.

    Escrito em 2018, em plena vigência da crise política do Brasil, com episódios dramáticos, como a prisão ilegal do à época ex-presidente Lula e a vitória eleitoral à Presidência de Jair Bolsonaro, um político inexpressivo, mas com uma agenda abertamente autoritária é, mesmo com os problemas apontados, uma reflexão interessante sobre as perspectivas que se abriam ao país. Mas que não se esgotou, pois continuamos a conviver com um perigoso clima de polarização radical – inclusive com conspirações e tentativas de golpe de Estado, em 2022 e 2023 –, e que deverá ter um novo capítulo de roteiro ainda incerto, justamente no ano do livro de Peleteiro, 2026, com uma nova eleição presidencial.

    Isso porque as perspectivas da democracia no Brasil continuam abertas, pois enquanto não reduzirmos a nossa desigualdade social estrutural, continuaremos a não consolidarmos a democracia como a única forma de organização política legítima e pacífica. E com isso, estaremos afeitos aos riscos de recrudescimentos de líderes e movimentos antidemocráticos à direita do espectro ideológico. Para reagir à sua perda de poder e privilégios historicamente adquiridos num país de cultura autoritária e, por isso, com dificuldades em lidar com mais participação política e agendas socioeconômicas que reduzam de forma efetiva a desigualdade social, para que possamos construir uma sociedade mais equilibrada e civilizada.

    O jovem Matheus Peleteiro, de apenas 30 anos – autor do mais recente romance Gael e a Terra dos Vivos (Outro Planeta, 2024) –, ao seu modo bem particular tenta discutir estas questões neste O Ditador Honesto, e nesse sentido é uma contribuição da literatura de FC brasileira para a nossa realidade presente e futura, o que não é pouca coisa.

Marcello Simão Branco

 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

A ilha do Dr. Shultz, Ataide Tartari

A ilha do Dr. Shultz
(Tropical shade), Ataide Tartari. 193 páginas. Santos: Do autor, 2013.

Em meados dos anos 1980, um achado movimentou a imprensa internacional. Foram encontrados, no Brasil, os restos mortais de Josef Menguele, o anjo da morte de Aushwitz que, desde o final da Segunda Grande Guerra, em 1945, vinha sendo procurado por todo mundo pelos caçadores de nazistas. É em torno desse fato histórico que o escritor paulistano Ataíde Tartari constrói o enredo de A ilha do Dr. Shultz
A história acompanha as trajetórias de dois homens negros no Brasil recém redemocratizado. O primeiro, judeu africano, é uma espécie de agente secreto a soldo de uma instituição norte-americana que, a partir da descoberta do restos de Meguele, busca por pistas de outros nazistas escondidos no Brasil. O outro é um norte-americano afrodescendente que, farto da vida miserável que levava em seu país, vem ao Brasil em busca de um tratamento especial que prometia tornar branca a sua pele. Os caminhos desses dois homens, ambos em busca de redenção, vão se cruzar numa ilhota no litoral do Rio de Janeiro, conhecida como Ilha dos Negros Aço, onde vive um cientista que parece deter técnicas efetivas de branqueamento da pele negra. 
A história não é exatamente fantástica apesar da premissa de ficção científica; é quase realista para dizer a verdade. Não tem viradas dramáticas a cada capítulo, apenas segue em frente, sem barrigas. É um texto preciso e enxuto, que envolve e faz o leitor se importar com os personagens. 
A ilha do Dr. Shultz é surpreendente mesmo para os altos padrões do autor. É incrível sua capacidade em arredondar personagens usando poucos parágrafos, construir ambientes e manipular as tensões. O domínio sobre o enredo é preciso, com uma reconstrução histórica competente da São Paulo dos anos 1980. Possivelmente, este seja tecnicamente o melhor texto do autor. 
Tartari é um autor formado na Segunda Onda da Ficção Científica Brasileira, com diversos contos excelentes publicados nos fanzines. Seu primeiro livro foi o romance de ficção científica EEUU 2076 (1987, Edicon), publicado sob o pseudônimo de A. A. Smith. Também publicou a novela Sideral no buraco sem fundo de Parnarama (2012, Nova Espiral) e as coletâneas O triângulo de Einstein (2012, Nova Espiral), 17 histórias alternativas, cômicas e futuristas (2013, Virtual) e Veja seu futuro (2017, do autor), além dos romances originalmente escritos em inglês Amazon (
2001, iUniverse) e o próprio Tropical shade (2003, iUniverse), título original de A ilha do Dr. Shultz, traduzido pelo próprio Tartari.
Vale a pena buscar pelos textos do autor, muitos dos quais seguem disponíveis, como este A ilha do Dr. Shultz, aqui.
Cesar Silva

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Desta Terra Nada Vai Sobrar, a não ser o Vento que Sopra Sobre Ela

 



    Desta Terra Nada Vai Sobrar, a não ser o Vento que Sopra Sobre Ela, Ignácio de Loyola Brandão. Capa: Thomaz Souto Corrêa. 376 páginas. São Paulo: Global, 2018.

 

  Um romance inédito de Loyola Brandão, e depois de 12 anos, é um acontecimento no panorama literário brasileiro. O último havia sido A Altura e a Largura do Nada (2006) – na verdade uma coleção de crônicas e contos interligados, uma espécie de fix-up –, e neste Desta Terra... o autor volta a um universo ficcional fantástico, de ficção científica, mas, sobretudo, de delírio absurdista.

  A história se passa num futuro indeterminado, mas institivamente próximo de nossa realidade, já que faz várias referências a acontecimentos políticos, sociais e ambientais do Brasil dos anos 2010. Período de seguidas crises políticas, com crescente polarização, e ameaça à democracia, em meio a um contexto de recessão econômica e desastres industriais vultosos, com enormes impactos ambientais.

  Neste Brasil, todas as pessoas já nascem com tornozeleiras eletrônicas (!), e são vigiados por câmeras o tempo todo, em praticamente todos os lugares possíveis. A corrupção estrutural se transformou numa epidemia que corroeu completamente a classe política e as instituições, mas isto, no fundo foi um sintoma, de práticas e valores antiéticos e imorais espalhados e entranhados, antes de mais nada, nas relações sociais e interpessoais.

  Os mandatos presidenciais duram, em média um mês, já que se banalizou o expediente do impeachment, que de exceção, se tornou a regra. A quantidade de partidos explodiu, ultrapassando o número 1000, onde, na verdade, cada parlamentar pertence a uma legenda individual para chamar de sua, tal o quadro de fragmentação a que se chegou, no qual o interesse público desapareceu para dar lugar ao interesse individualizado e ultraprivatizado. Tal o grau de degradação do político, que ele ganhou nova nomeação: astuto, uma referência cínica às suas intenções e comportamentos. Vale tudo para se atingir um objetivo, principalmente se for para o interesse pessoal e dos seus.

  Neste contexto caótico, o país sobrevive não se sabe como do ponto de vista econômico, pois o fracasso material se estabilizou, se refletindo numa pequena elite altamente abastada e massas de diferentes pessoas e segmentos sociais que lutam apenas para existir. Partes do país, inclusive, se tornaram inviáveis, ora por causa da violência descontrolada de grandes centros urbanos – como São Paulo e Rio de Janeiro, este do qual pouco sobrou –, ora pelo quase total abandono de regiões nos rincões do país, que, no fundo nunca foram plenamente integradas no processo de desenvolvimento capitalista nacional.

  Nesta sociedade que praticamente se desmanchou e viceja, sobretudo, a violência e a corrupção como forma de sobrevivência, acompanhamos a crise no relacionamento entre Felipe e Clara, que em tempos anteriores, eram um casal apaixonado e bem sucedidos em suas carreiras numa agência de publicidade. Desiludida com o egoísmo e falta de comprometimento do namorado, Clara o deixa e parte para sua cidade natal, a misteriosa Morgado de Mateus, situada no meio de um nada pelo interior profundo de Minas Gerais. Lá ela tentará se refugiar junto à irmã Lena, uma ex-professora angustiada com o sumiço de seu filho e tendo de cuidar do marido inválido. Mas Felipe também resolveu abandonar sua casa e o que poderia restar de sua carreira, e, com sentimento persecutório, passa a se movimentar de ônibus pelo país afora, vivendo um pouco em cada rodoviária, até um novo destino incerto. Até que, sem querer, vislumbra uma mulher na janela de um ônibus e resolve segui-la para descobrir se é Clara.

  Nas grandes cidades, trens urbanos levam corpos em vagões, depois de terem sido deixados nas ruas e estradas. Os idosos, se chegarem aos 67 anos e não terem condições de se manterem ou de serem mantidos, tem de se apresentar na chamada autoeutanásia, onde cometem suicídio em lugares altos e ermos, como pontes e montanhas. Movimentos reacionários, alguns de inspiração religiosa, atacam o que chamam de “arte degenerada”, vandalizando ou destruindo museus, exposições de arte, além de matarem bailarinos por se apresentarem nus. As escolas não existem mais. Não há ensino institucionalizado, nem público e nem particular. Ninguém lê ou se importa com qualquer forma de produção impressa. Todos se informam por meio de seus celulares e antigos aparelhos de TV, os que restaram.

  Em meio a este caos, talvez o sinal mais eloquente da barbárie é que as horas e os dias não são mais contados. Na verdade, para quem se importa é, mas no cotidiano da vida particular de cada um, deixou de ter qualquer significado.

  Felipe leva consigo uma dúvida existencial: se Deus criou o universo, como era antes, quando ele vivia no escuro? De onde ele teria vindo? O que o teria motivado? Lendo o volumoso ensaio póstumo Passagens (1982), do filósofo Walter Benjamin (1892-1940), ele busca a inspiração para desvendar este mistério existencial-teológico insolúvel, dado que nem os padres e freiras que ele consultou conseguiram dar qualquer resposta à questão.

  Pois Felipe chega finalmente a Morgado de Mateus, uma cidadezinha que guarda segredos lendários, como a presença do senador Altivo Ferraz, outrora muito poderoso, mas que condenado por corrupção, teria se refugiado numa fortaleza da qual ninguém sabe se ele de fato está lá, onde guardaria um exemplar original de Os Lusíadas (1572), de Luís de Camões (? – 1580). Município tão fora de sintonia que nem se reconhece mais como parte do Brasil, que é um antes ou depois. Aliás, um depois que ninguém sabe no que vai dar.

  A expectativa fica na possibilidade do reencontro do casal, mas várias situações cada vez mais bizarras passam a ocorrer tornando isso difícil, e encaminham a narrativa para um crescente absurdo, onde, por exemplo, todos os políticos do Congresso derretem literalmente numa sessão, quando se descobre dentro Areópago Supremo – referência sarcástica ao Supremo Tribunal Federal – juízes mortos há muito tempo, com decisões judiciais tendo sido tomadas, na verdade, por avatares de inteligências artificiais.

  Como o próprio Brandão afirmou, escreveu este livro por “medo”, a mesma motivação de quando escreveu seus dois livros principais Zero (1974) e Não Verás País Nenhum (1981), em que imaginou uma distopia baseada na ditadura militar brasileira e seus rumos. Para ser preciso uma trilogia, com Zero sobre a instauração do regime e seus mecanismos de repressão, a coletânea Cadeiras Proibidas (1977), sobre as injustiças e absurdos do cotidiano e Não Verás... sobre possíveis horizontes com a abertura, que, no caso do livro, se mostraram um fracasso político e ambiental em seu futuro. Pois Desta Terra... poderia ser visto como um avanço especulativo posterior, no qual a democracia se afirmou, mas em bases que se mostraram muito frágeis em seus valores, levando à crise política que ainda hoje nos assola, e com prognósticos que não dão razão para muito otimismo.

  Um trecho representativo da reflexão especulativa de Brandão sobre o Brasil revela uma angústia de certa forma compartilhada por aqueles que pensaram sobre o país hoje e no passado:

Que mundo é este? As coisas não se encaixam, há um Brasil e dentro dele outro, diferente, um que comanda, outro que vive anestesiado/calado, sem fazer nada, algemado. Algemado, não, com tornozeleira. Quem é o brasileiro? Aqueles cientistas que vieram estudar não entenderam. Ninguém nunca conseguiu definir este povo. Uma gente que tem medo da violência e a pratica. Há em alguma parte um país verdadeiro, a ser desvendado. (pg. 321).

  Assim, o livro é uma espécie de desabafo meio desesperado da crise vivida pelo Brasil de 2013 em diante. De um país que aparentemente havia viabilizado o que poderíamos chamar de um contrato social da democratização, mas se viu imerso num contexto de crescente radicalização – uma reação dos setores historicamente privilegiados contra os êxitos do processo de redução da desigualdade e empoderamento de minorias –, e que esteve a ponto de destruir a própria democracia, especialmente quando teve na Presidência uma figura que a atacou e tentou subvertê-la, após não ser reeleito. Mesmo assim, em comparação, embora contribua com esta nova visão especulativa e futurista do Brasil de seu tempo, não tem o mesmo vigor criativo de sua obra-prima, Não Verás País Nenhum, mas nem por isso deixa de ser um livro importante a refletir sobre este novo momento do Brasil e do que pode vir daí.

  Ignácio de Loyola Brandão é um dos autores com os melhores títulos de livros, e Desta Terra Nada Vai Sobrar, a não ser o Vento que Sopra Sobre Ela não é exceção, tomando como inspiração uma frase da peça Do Pobre B.B. (1921), do dramaturgo alemão Bertold Brecht (1898-1956), e que, no ambiente da FC me fez lembrar do igualmente emblemático Só a Terra Permanece (Earth Abides; 1948), de George R. Stewart (1895-1980), clássico do gênero sobre um mundo que se torna uma terra de ninguém por causa de uma praga biológica. Pensando bem, talvez o romance de Brandão seja mais do que uma amarga e por vezes desagradável distopia, por causa de sua intensidade corrosiva e niilista, e esteja mais próxima de um Brasil pós-apocalíptico, do que praticamente há de restar.

  Que esta visão pessimista nem se aproxime de se tornar verdade, embora os problemas e sintomas estejam bem caracterizados em termos metafóricos e especulativos, podendo servir como um poderoso indicador do que podemos fazer, como sociedade brasileira e civilização, para impedir que eventualmente ocorra.

Marcello Simão Branco

 


segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Prêmio Argos 2025

O Prêmio Argos de Literatura Fantástica, provido anuamente desde 2000 pelo Clube dos Leitores de Ficção Científica-CLFC, reconhece os melhores trabalhos em romance, antologia e história curta de ficção científica, fantasia e horror escritos em língua portuguesa publicados no ano anterior. 
A escolha dos vencedores é realizada em um primeiro turno com votação exclusiva entre os membros do Clube, que indica cinco finalistas depois votados publicamente através de formulários divulgados nas redes sociais. 
Os vencedores da edição 2025 foram anunciados no último dia 20 de dezembro no auditório da Acaso Cultural, na cidade do Rio de Janeiro. São eles:
Romance: Garras, Lis Vilas Boas, Editora Rocco.
Coletânea: Revista Literatura Fantástica Vol. 20, Jean Gabriel Álamo, org., Álamo Edições.
Conto: "Pista Norte", Ursulla Mackenzie, in Cidades inversas, Editora Nebula.
A cerimônia foi transmitida ao vivo pela internet e seu vídeo, na íntegra, pode ser visto aqui.
Parabéns aos premiados.

VIII Prêmio ABERST de Literatura - 2025

Criado em 2018, o Prêmio ABERST é uma promoção da Associação Brasileira dos Escritores de Romance Policial, Suspense e Terror, e aponta os melhores trabalhos especificamente inscritos para o certame,  publicados pela primeira vez entre 1 de julho do ano anterior e 30 de junho do ano corrente. 
Os vencedores da edição de 2025 foram anunciados no dia 12 de dezembro de 2025, em evento presencial transmitido pela internet, cujo vídeo completo pode ser assistido aqui
E os ganhadores são: 
Prêmio Sebastião Salgado – Projeto Gráfico: Mau Noronha e a onça cabocla, Larissa Brasil.
Prêmio Catacumba – Quadrinhos de Crime ou Terror: Le Chevalier e a volta ao mundo em oitenta horas, A.Z. Cordenonsi & Fred Rubim.
Prêmio Lúcia Machado de Almeida – Narrativa curta de ficção de crime: Arranha céu, Mário Bentes.
Prêmio Stella Carr – Narrativa curta de suspense: Portais para o vazio, Renata Madeo.
Prêmio Lygia Fagundes Telles – Narrativa curta de terror: Fruto podre; Lucas Santana.
Prêmio Lygia Bojunga – Narrativa curta juvenil/juvem adulto: Tremores, Nicole Annunciato.
Prêmio Rubem Fonseca – Narrativa longa de ficção de crime: Legítima defesa, Iza Artagão.
Prêmio Cláudia Lemes – Narrativa longa de suspense: A relíquia de Judas, André Alves.
Prêmio Rubens Lucchetti – Narrativa longa de terror: Sim, tenha medo, Sheize Piezentini.
Prêmio Marcos Rey – Narrativa longa juvenil/jovem adulto: O jovem Arséne Lupin e a coroa de ferro, Simone Saueressig.
Prêmio revelação 2025: Renata Madeo.
Prêmio Grand ABERST: Caixa de silêncios, Marcella Rosetti.
Prêmio ABERST Inéditos - Narrativa curta: "O espelho da minha mãe", Renato Dutra.
Prêmio ABERST Inéditos - Narrativa longa: "O dia em que eu conheci um assassino"; Stefany Borba.
As categorias Prêmio Maria Firmina dos Reis – Narrativa curta século XXI e Prêmio Eliana Alves Cruz – Narrativa longa século XXI não foram apuradas nesta edição. A divulgação oficial não forneceu os detalhes editorais dos trabalhos premiados.
Parabéns a todos.

Prêmio Odisseia 2025

Criado em 2019, o Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica homenageia os favoritos de um júri composto por escritores convidados, dentre uma relação de obras publicadas no ano anterior especificamente inscritas para o certame. A edição 2025 anunciou seus vencedores aconteceu durante a Feira do Livro de Porto Alegre, no último dia 16 de novembro. 
Os jurados do Prêmio em 2025 foram Adriana Maschmann, Diego Mendonça, Duda Falcão, Gustavo Czkester, Irka Barrios, Ismael Chaves, Lu Aranha e Mario Pool Gomes. E os vencedores são: 
Projeto gráfico: 
Ricardo Celestino, O vazio e sei lá o que mais…, Necrose.
Quadrinho fantástico: 
Julio Wong, Kiko Garcia e Ser Cabral, À moda da casa, Kikomics e Antenor Produções.
Narrativa longa juvenil: 
Larissa Brasil, Mau Noronha e a Onça Cabocla, Independente.
Narrativa curta horror: 
Raquel Setz, Magic Help, Oito e Meio.
Narrativa curta fantasia: 
R. M. Albuquerque, Pocalina e os mortos que sonham, Independente.
Narrativa curta  ficção científica: 
Luis Felipe Mayorga, "Predações da Harpia-Açu", Literatura Fantástica vol.15.
Narrativa longa  horror: 
Iza Artagão, Legítima defesa, Rocket.
Narrativa longa  fantasia: 
Giu Domingues, Canção dos ossos, Galera Record.
Narrativa longa ficção científica: 
Fábio Fernandes, O Torneio de Sombras: As aventuras de January Purcell, Avec.
Artigo fantástico:
Nathalia Xavier Thomaz, "Histórias em quadrinhos: Uma arte antropofágica", Quadrinhos famintos: A 9.a arte como linguagem do limiar – FFLCH/USP.
Conto inédito:
Patrícia Baikal, "Os lírios também têm memórias".
Todos os contos participantes desta última categoria podem ser lidos no terceiro número da Revista Odisseia de Literatura Fantástica, publicação exclusiva do evento que foi distribuída aos presentes durante o evento. A versão digital da mesma, bem como das edições anteriores, podem ser baixadas gratitamente aqui. E a lista completa dos indicados pode ser lida aqui
Parabéns aos vencedores!

67º Jabuti

O Prêmio Jabuti é a mais prestigiosa premiação do ambiente editorial brasileiro. Promovido pela Câmara Brasileira do Livro, inaugurou em 2020 a categoria: "Romance de Entretenimento", que contempla livros de  ficção científica, fantasia e horror, entre outros gêneros. Os finalistas de cada categoria são escolhidos dentre uma lista de inscritos para o certame, por um juri de três especialistas na área. Além do vencedor, vale citar todos os finalistas da categoria, pois o reconhecimento da CBL muito significativo. São eles:
1º Lugar: As fronteiras de Oline, Rafael Zoehler, Patuá.
Demais finalistas: 
A Casa da Opera de Manoel Luiz, Celso Taddei, Mondru; Boas meninas se afogam em silêncio, Andressa Tabaczinski, Rocco; O amor e sua fome, Lorena Portela, Todavia; Uma família feliz, Raphael Montes, Companhia das Letras.
A relação completa dos vencedores de todas as categorias do 67º Prêmio Jabuti pode ser conferida aqui.